
edição #345
Bom dia.
Você prefere ganhar R$ 100 por hora no conforto do seu sofá ou R$ 120 por hora no caos da emergência?
A pergunta parece retórica, mas é uma decisão estratégica. Hoje, vamos explorar o "plantão de pijama" — a telemedicina como ferramenta de renda extra e alavancagem de carreira.
Porém, de nada adianta ganhar mais se a conta não fecha na ponta do lápis. Também trouxemos a matemática invisível da precificação: será que o valor da sua consulta cobre, de fato, o seu custo de porta aberta ou você está pagando para trabalhar?
Vamos ajustar as contas. Boa leitura.

Na news de hoje:

🖥️ Tecnologia na medicina
Telemedicina como Renda Extra: O "plantão de pijama"

O plantão presencial de porta tem seus dias contados como única fonte de renda extra. A telemedicina de baixa complexidade consolidou-se como uma alternativa viável para preencher "buracos" na agenda ou para substituir aquele plantão noturno exaustivo em UPA. A lógica é de volume e triagem: renovação de receitas, orientações para quadros gripais leves, ITUs não complicadas e dúvidas dermatológicas simples. O valor hora pode ser menor que o presencial, mas o custo de oportunidade (sem deslocamento, sem risco de segurança, conforto de casa) compensa a matemática.
Plataformas como Conexa, Doctoralia, Amparo e os próprios planos de saúde (Amil, SulAmérica) estão sempre recrutando. O modelo varia: algumas pagam por hora logada (garantia mínima), outras por produtividade (consulta realizada). O segredo para não se tornar um "tele-escravo" é usar essas plataformas como alavancagem de capital inicial ou renda de transição, e não como carreira final. É o dinheiro para pagar a pós-graduação ou montar o consultório, com a vantagem de que você pode desligar o computador e estar na sua sala de estar em 10 segundos.
📌 Conduta para agora:
Para o Recém-Formado: Cadastre-se em 2 ou 3 plataformas grandes (Conexa, Teladoc). Pegue horários "alternativos" (noites e fins de semana) onde a demanda explode e a concorrência cai. Use isso para treinar anamnese dirigida e agilidade.
Para o Especialista: Procure teleinterconsulta. Empresas como o Einstein e Sírio-Libanês contratam especialistas (Cardio, Neuro, Psiquiatria) para dar suporte a médicos generalistas em áreas remotas. Paga melhor e é intelectualmente mais estimulante.
Qual a sua relação atual com a Telemedicina?
💰 Finanças para médicos
Precificação de Consulta: A matemática invisível da sua hora

O erro número um do médico ao abrir consultório é definir o preço da consulta baseado no "chutômetro" ou copiando o colega do lado. Se o Dr. Fulano cobra R$ 400, você cobra R$ 350 para "pegar mercado". Isso é suicídio financeiro. O preço da sua consulta deve ser uma equação que cobre: Custos Fixos (aluguel, software, secretária, contador) + Custos Variáveis (impostos, taxas de cartão, materiais) + Sua Hora Técnica (quanto você quer ganhar líquido) + Margem de Lucro (para reinvestir no negócio).
Lembre-se dos custos invisíveis: férias remuneradas (que você, autônomo, não tem), 13º salário (que você tem que se pagar), congressos e anuidade do CRM. Se você atende 1 hora por R$ 300, mas tem 40% de custo operacional e 27,5% de imposto, sobra menos de R$ 100 no seu bolso. Às vezes, dar plantão paga mais. A precificação correta exige saber o seu Ponto de Equilíbrio: quantos pacientes você precisa atender só para pagar as contas e começar a lucrar.
📌 Conduta para agora:
Para o Iniciante: Calcule o "Custo da Porta Aberta". Some todas as despesas do mês e divida pelo número de horas que você disponibiliza para atendimento. Ex: Se o custo é R$ 5.000 e você atende 50h, sua hora custa R$ 100 antes de você ganhar um centavo. Seu preço deve partir daí.
Para o Estabelecido: Reveja seus contratos de convênio. Se um plano paga R$ 80 por consulta e sua hora de custo é R$ 100, você está literalmente pagando para trabalhar. Demita os convênios deficitários e abra espaço para particulares.
🇧🇷 Notícia do Brasil
Canetas Emagrecedoras do Paraguai: Risco à Saúde Cresce

Reprodução: Brasil Noticia
Alerta sanitário: Canetas emagrecedoras de origem paraguaia estão se tornando uma tendência preocupante no Brasil, configurando um sério problema de saúde pública.
A popularização desses produtos, muitas vezes comercializados sem controle e sem a devida aprovação da Anvisa, representa um perigo iminente. A composição desconhecida e a automedicação desassistida aumentam exponencialmente os riscos de efeitos adversos graves, interações medicamentosas perigosas e desfechos clínicos desfavoráveis.
Este cenário exige dos profissionais de saúde, especialmente dos médicos em início de carreira, uma vigilância redobrada e a capacidade de identificar o uso desses fármacos. A orientação ao paciente sobre os perigos da automedicação e a procedência de medicamentos é fundamental para mitigar os impactos dessa prática ilegal na saúde coletiva.
O combate a essa 'febre' demanda não apenas a ação regulatória, mas também uma forte atuação na educação em saúde, capacitando a população a reconhecer os riscos e a buscar acompanhamento médico adequado para o tratamento da obesidade e sobrepeso.
🌍 Notícia do Mundo
AVC Isquêmico: Nova Droga Impulsiona Recuperação Funcional

Um estudo de Fase III controlado por placebo revelou que o medicamento Loberamisal melhorou significativamente os desfechos funcionais após um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. Esta notícia é um marco importante, elevando as expectativas para Loberamisal como uma promissora terapia neuroprotetora.
Historicamente, a busca por tratamentos neuroprotetores eficazes para o AVC isquêmico tem sido um desafio. A capacidade de proteger o tecido cerebral da lesão secundária após a isquemia é crucial para limitar a incapacidade a longo prazo. Os resultados promissores de Loberamisal indicam um avanço potencial nesse campo, oferecendo esperança para uma melhor recuperação dos pacientes.
Embora ainda em fase de investigação e aguardando aprovação regulatória, o sucesso de Loberamisal pode redefinir os protocolos de manejo do AVC agudo, complementando as terapias atuais de reperfusão. Para os profissionais da saúde, especialmente aqueles na linha de frente em emergências e unidades de AVC, o conhecimento sobre tais desenvolvimentos é fundamental para aprimorar a prática e otimizar os cuidados ao paciente no Brasil, com foco em melhores desfechos funcionais.

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