edição #370

Bom dia. O marketing desperdiça até 30% do investimento quando dados e canais estão desconectados, e essa lógica se aplica diretamente ao médico que investe em presença digital sem medir resultado. Uma criança de 11 anos buscou atendimento três vezes antes de receber diagnóstico de meningite bacteriana, um caso que expõe falhas no reconhecimento de padrões clínicos na atenção de urgência. A OMS descartou risco pandêmico no surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, com três mortes confirmadas. E Lula se reúne com Trump em Washington hoje. Começa aqui.

🤳 Marketing Médico - Confira o que está em alta

O médico que não mede resultado não melhora. E isso vale para o consultório também.

O CMO Pulse 2026, estudo conduzido pela Zoho em parceria com a M15 Drops e a Layer, mostrou que empresas desperdiçam até 30% do investimento em tecnologia de marketing, principalmente por redundância de ferramentas e baixa utilização. Além disso, 44% das ferramentas contratadas são subutilizadas, enquanto 74% dos CMOs afirmam estar sob maior pressão para comprovar retorno.

A lógica parece distante do consultório médico. Mas é exatamente a mesma.

O médico que investe em presença digital, seja um perfil no Doctoralia, um Instagram ativo ou um anúncio no Google, e não acompanha nenhum dado sobre o resultado desse investimento está no mesmo cenário: gastando sem saber se está funcionando. Quantos pacientes chegaram pelo Google este mês? Quantas avaliações novas você recebeu? Qual foi o perfil de quem agendou a partir do Instagram?

Sem resposta para essas perguntas, a estratégia não existe. Existe gasto.

O estudo aponta um paradoxo central: ao mesmo tempo em que as empresas ampliam investimentos em tecnologia, a maioria ainda enfrenta dificuldades para integrar informações, gerar inteligência e conectar marketing a resultados reais. Sem integração, o marketing perde velocidade, precisão e capacidade de gerar inteligência para o negócio.

Para o médico, a "integração de dados" não precisa ser complexa. Significa responder três perguntas uma vez por mês: de onde vieram os novos pacientes? Qual canal gerou mais agendamentos? O que mudou em relação ao mês anterior?

Tem mais um dado do estudo que vale atenção para o médico que faz conteúdo: apenas 40% do impacto de mídia ocorre na primeira semana após a exposição, enquanto o restante se distribui ao longo de até dois anos. Isso significa que o post que você fez há três meses ainda está gerando resultado, mesmo que você não veja. E o que você abandona hoje vai deixar de gerar resultado daqui a seis meses.

Onde você está hoje: você consegue responder, sem consultar nada, quantos novos pacientes chegaram pelo digital no último mês? Se a resposta for não, você tem presença digital mas não tem estratégia digital.

🇧🇷 Notícia do Brasil

Menina busca atendimento três vezes antes de receber diagnóstico de meningite bacteriana.

Reprodução: vgnoticias

Uma estudante de 11 anos de Várzea Grande, no Mato Grosso, buscou atendimento nas UPAs Ipase e Verdão no dia 28 de abril com febre alta e dor de cabeça, mas desistiu da consulta nas duas ocasiões devido à demora. No dia seguinte, após passar mal na escola, a família optou pelo atendimento em Cuiabá, onde o diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central como meningite bacteriana por Streptococcus pneumoniae.

O caso tem pelo menos duas camadas clínicas que merecem atenção. A primeira é o histórico: a criança havia sido atendida dias antes com sintomas gripais, exames de imagem sem alterações e diagnóstico de quadro viral. A meningite bacteriana por pneumococo pode surgir como complicação de infecção respiratória prévia, especialmente quando há uso inadequado de antibióticos ou pneumonia mal tratada. A segunda é o padrão da apresentação inicial: febre, dor de cabeça e mal-estar são inespecíficos, mas a evolução para rigidez de nuca, confusão mental ou piora rápida deve acender alerta imediato, independentemente do quadro prévio.

Fatores como pneumonia mal curada, uso inadequado de antibióticos com criação de resistência bacteriana e agravamento de influenza podem levar ao desenvolvimento de meningite bacteriana. Para o médico de urgência e atenção primária: paciente com febre e cefaleia que já passou por atendimento recente por síndrome gripal merece atenção redobrada para sinais meníngeos. A rigidez de nuca é o sinal diferencial que exige conduta imediata.

🌍 Notícia do Mundo

Hantavírus em navio de cruzeiro: três mortos, oito casos suspeitos e OMS descarta pandemia.

Reprodução: Hans R. Gelderblom

A OMS afirmou que o surto de hantavírus registrado a bordo do cruzeiro MV Hondius não representa risco de nova pandemia global. A declaração foi feita pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, que ressaltou que a situação está sendo monitorada, mas que o risco geral à saúde pública permanece baixo. O alerta envolve o navio holandês que registrou ao menos três mortes, com oito casos suspeitos identificados a bordo, três já confirmados laboratorialmente.

O que diferencia esse surto dos casos habituais de hantavírus é a cepa envolvida. O caso envolve a chamada cepa dos Andes, uma das poucas conhecidas com capacidade de transmissão entre humanos. Diferente de outras variantes do hantavírus, geralmente transmitidas por contato com roedores infectados, a cepa dos Andes preocupa por permitir contágio direto entre pessoas em situações de contato próximo.

A hipótese da OMS é que os primeiros infectados, um casal holandês, contraíram o vírus durante atividades de observação de aves na Argentina, onde a cepa Andes circula na América do Sul, e transmitiram para outros passageiros que compartilhavam cabines. A OMS também informou que não há evidências de mutações no vírus que aumentem sua capacidade de transmissão, um dos principais fatores considerados em análises de risco para eventos com potencial pandêmico. Para o infectologista e o clínico: o hantavírus é endêmico no Brasil, transmitido por roedores silvestres. Não há tratamento específico nem vacina disponível. O manejo é suporte intensivo, com foco no controle da síndrome pulmonar.

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