edição #295

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💻 tecnologia

Wearables: tecnologia que acompanha o corpo 24/7

por Dr. João Carvalho e amo medicina

Já pensou que, hoje, a tecnologia que acompanha o ritmo do seu coração também cabe no seu pulso? Dos smartwatches aos apps de monitoramento, os wearables estão transformando a medicina — e o jeito como pacientes se cuidam.

Na palma da mão ou no pulso, dá pra acompanhar sinais vitais, controlar medicações, registrar crises, crises de humor, padrões de sono, sintomas respiratórios, níveis de glicemia, entre outros dados que antes ficavam restritos ao consultório. E mais: muitos desses dispositivos já usam inteligência artificial para prever eventos agudos, como crises convulsivas ou episódios de fibrilação atrial.

📉 Isso muda o jogo. Estudos mostram que o uso de dispositivos como o Apple Watch ou o Fitbit está associado à detecção precoce de arritmias, melhora da adesão terapêutica em doenças crônicas e mais engajamento no autocuidado. Isso sem falar dos apps específicos para asma, diabetes, lúpus, epilepsia e outros que permitem aos médicos acompanhar o paciente à distância com base em dados reais — não só relatos subjetivos.

Claro: ainda há desafios. Proteção de dados, confiabilidade das métricas, necessidade de aconselhamento médico para interpretar as informações. Mas uma coisa é certa: a saúde digital chegou, e ela não é mais o futuro — é o agora.

E aí, você já pensou em como esses dados podem complementar a prática médica no seu dia a dia?

🩺 especialidade destaque de hoje

Muito além do HIV e da COVID

Quando pensamos em infectologista, logo vêm à mente doenças como HIV ou COVID-19. E, claro, elas fazem parte da rotina, mas a especialidade vai muito além. O infectologista é o médico que estuda, diagnostica, trata e previne doenças causadas por microrganismos — vírus, bactérias, fungos e parasitas —, em qualquer parte do corpo.

No ambulatório, o dia a dia inclui desde febres de origem indeterminada até infecções urinárias de repetição, passando por hepatites virais, tuberculose, sífilis, mononucleose e parasitoses intestinais. Muitas vezes, o infectologista também é o “detetive” que investiga quadros persistentes ou incomuns, revisando exames, histórico de viagens, contatos e hábitos do paciente para chegar ao diagnóstico.

No hospital, o papel se expande: o infectologista é peça-chave no controle de infecções relacionadas à assistência à saúde, como infecções de cateter, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecções cirúrgicas. Além disso, ele orienta o uso racional de antibióticos, ajudando a evitar a resistência bacteriana — um dos maiores desafios da medicina moderna.

Outra área importante é a medicina do viajante, onde o infectologista orienta vacinas, profilaxias e cuidados antes e depois de viagens a regiões com risco de doenças como febre amarela, malária ou dengue. Também participa ativamente de campanhas de imunização e de resposta a surtos e epidemias.

Seja discutindo um caso complexo de endocardite infecciosa ou explicando a importância de lavar as mãos, o infectologista transita entre o microscópio e a saúde pública. É uma especialidade que exige curiosidade clínica, raciocínio investigativo e, acima de tudo, compromisso com a prevenção — porque, muitas vezes, a melhor “cura” é evitar que a doença comece.

🇧🇷 notícia do brasil

SUS inicia troca de papanicolau por teste molecular de HPV

O Ministério da Saúde iniciou a implementação gradual de um novo teste molecular para detecção do câncer do colo do útero no SUS, substituindo o papanicolau como exame de rastreamento primário do HPV. O DNA-HPV identifica 14 genótipos do vírus e consegue detectar sua presença antes do surgimento de lesões ou câncer em estágio inicial, inclusive em mulheres assintomáticas. Além disso, permite saber o subtipo do vírus, o que possibilita encaminhamentos mais rápidos e direcionados.

O procedimento de coleta é semelhante ao papanicolau, mas em vez de lâminas, a amostra é armazenada em tubo com líquido conservante e analisada em laboratório para identificar o DNA do HPV. Com o novo exame, o intervalo entre os testes, quando não houver diagnóstico positivo, passa a ser de cinco anos. O papanicolau continuará sendo utilizado apenas para confirmar casos positivos no teste molecular. Se forem detectados tipos oncogênicos, como HPV 16 e 18, a paciente será encaminhada diretamente para colposcopia.

Recomendado desde 2021 pela OMS por sua maior sensibilidade, o teste molecular deve reduzir casos e mortes por câncer de colo do útero. A tecnologia usada no SUS é nacional, desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fiocruz. A implementação começará em municípios de 11 estados e do Distrito Federal, com expansão progressiva. A meta é que, até dezembro de 2026, o novo exame esteja disponível em toda a rede pública do país.

🌍 notícia do mundo

Teste identifica autismo com análise dos olhos em 15 minutos, mas há ressalvas do uso da técnica nos EUA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem origem genética e é marcado por dificuldades de comunicação e interação social. O diagnóstico é clínico e depende de uma avaliação multidisciplinar envolvendo pediatras, psicólogos e neurologistas. Em 2023, os Estados Unidos aprovaram um novo método que pode acelerar a detecção precoce: um exame que monitora os olhos das crianças enquanto assistem a vídeos, fornecendo resultados em apenas 15 minutos. Apesar do entusiasmo, especialistas brasileiros alertam que o uso de um único biomarcador em uma condição tão complexa pode trazer riscos.

O exame foi desenvolvido pelo brasileiro Ami Klin, diretor de um importante centro de tratamento do autismo em Atlanta, e por enquanto é aplicado em crianças de 1 ano e 4 meses a 2 anos e meio. O método, porém, ainda não está disponível no Brasil e depende da aprovação das autoridades regulatórias. Médicos destacam que o diagnóstico do autismo pode ser feito a partir dos 18 meses, mas ganha mais precisão após os três anos, pois envolve observação clínica direta, testes padronizados e relatos dos pais e cuidadores sobre o desenvolvimento da criança.

Para especialistas como o psiquiatra Guilherme Polanczyk, da USP, a expectativa de encontrar um único marcador definitivo para o diagnóstico do TEA é irreal, dada a heterogeneidade do transtorno. Ele ressalta que nem todas as pessoas com autismo apresentam prejuízos no contato ocular e que a validação do novo exame exigirá muitos estudos em diferentes contextos. Além disso, alerta para os riscos de disseminar a tecnologia sem garantir intervenções adequadas e treinamento dos profissionais. Segundo ele, biomarcadores genéticos e ferramentas de inteligência artificial podem ter maior potencial para contribuir com diagnósticos mais precisos no futuro.

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