Edição #346
Bom dia
Duas coisas deveriam ficar no passado da medicina: a receita de papel (ilegível e fácil de falsificar) e a ideia de que, para ter sucesso no digital, o médico precisa fazer "dancinha".
A edição de hoje é um convite à maturidade profissional.
Vamos te mostrar como aposentar o carimbo físico usando a nuvem para prescrever com segurança jurídica de qualquer lugar do mundo. E, no consultório digital, trouxemos 5 roteiros de vídeos curtos que constroem autoridade sem ferir sua dignidade.
Menos papel, mais estratégia. Boa leitura.

Na news de hoje:

🖥️ Tecnologia na medicina
O futuro da prescrição: O fim do "carimbo e rabisco"

A receita de papel, carimbada e assinada, é um passivo jurídico e um atraso de vida. Além da ilegibilidade (causa frequente de processos por erro de dispensação), ela exige presença física. A prescrição digital com Certificação Digital (ICP-Brasil) não é "futuro", é o padrão ouro atual. Ela tem validade jurídica, rastreabilidade e impede falsificações.
O pulo do gato é migrar do certificado físico (Token/Cartão A3) para o Certificado em Nuvem (BirdID, Vidaas, SafeID). Com o certificado na nuvem, você assina receitas pelo celular, de qualquer lugar do mundo, sem precisar plugar um pendrive no computador. Integrando isso a plataformas como Memed ou a própria ferramenta do prontuário eletrônico, você gera a receita, o paciente recebe por SMS/WhatsApp e compra na farmácia sem imprimir uma folha. Economia de papel, tinta e tempo.
📌 Conduta para agora:
Para Todos: Se você ainda usa carimbo físico, pare. Adquira um Certificado Digital em Nuvem (custo médio R$ 50-100/ano). Cadastre-se gratuitamente no Memed ou Rx Profissional.
Para a Eficiência: Crie "Kits de Prescrição" no seu software. Ex: "Kit Amigdalite" já puxa antibiótico, analgésico e corticoide com um clique. Você ajusta a dose e assina. Tempo de prescrição cai de 3 minutos para 30 segundos.
🩺 Carreira na medicina
Vídeos Curtos (Reels/TikTok): 5 ideias sem "dancinha"

O medo de parecer ridículo paralisa muitos médicos no digital. Mas o algoritmo não quer dancinha, ele quer retenção. E nada retém mais do que autoridade e educação. Você pode viralizar sendo o médico sério que resolve problemas. O segredo é o roteiro: Gancho (3s) + Conteúdo (40s) + Chamada para Ação (CTA).
Aqui estão 5 ideias de roteiro "Low Profile" e alta autoridade:
Mito x Verdade: "Disseram para você que [Mito comum]... A verdade científica é que..." (Gera polêmica e autoridade).
Reação a Notícia: Pegue uma notícia de saúde que saiu na mídia (ex: Anvisa proibindo algo) e dê sua opinião técnica. (Surfa no Hype).
Bastidores (ASMR): Mostre o preparo de um material, a organização da mesa cirúrgica ou o ultrassom, apenas com música de fundo e legendas. (Humaniza sem expor rosto).
Estudo de Caso Anônimo: "Atendi hoje um paciente com dor X, descobrimos que era Y. O alerta é..." (Storytelling clínico).
Tutorial de "Como usar": Como usar a bombinha de asma, como aplicar insulina, como limpar o ferimento. (Utilidade pública pura).
📌 Conduta para agora:
Ação: Grave um vídeo de 60 segundos hoje respondendo a pergunta que você mais ouve no consultório. Sem filtro, sem edição complexa. Apenas entregue a resposta.
Qual é a realidade da sua prescrição hoje?
- 100% Digital: Só uso Memed/Prontuário com certificado em nuvem. O carimbo pegou poeira.
- Híbrido: Uso digital no consultório, mas no hospital/SUS ainda sou refém do papel.
- Raiz (Papel): Gosto de escrever e carimbar. Não confio (ou não sei usar) o digital.
- Em transição: Tenho o token, mas sempre esqueço a senha ou perco o pendrive.
🇧🇷 Notícia do Brasil
Desigualdade define mortalidade por infecções no SUS paulista

Um estudo inédito revelou uma realidade dura que muitos de nós percebemos nos plantões: a chance de sobreviver a uma infecção grave no SUS de São Paulo varia drasticamente dependendo do hospital onde o paciente dá entrada. A pesquisa aponta uma disparidade alarmante na mortalidade entre instituições de excelência e hospitais periféricos ou de menor porte, mesmo dentro da mesma rede pública.
Os dados sugerem que o desfecho clínico não está atrelado apenas à gravidade do quadro ou comorbidades do paciente, mas à infraestrutura e processos da unidade. A falta de protocolos rígidos de sepse, a demora na administração da primeira dose de antibiótico (a "hora de ouro") e a escassez de leitos de terapia intensiva em unidades menores são fatores determinantes para essa estatística desigual.
Para a classe médica, o estudo serve como um alerta para a importância da padronização de condutas. O combate à mortalidade por infecções exige que o protocolo de sepse seja aplicado com o mesmo rigor tanto no grande hospital universitário quanto na UPA da periferia. A equidade no SUS passa, obrigatoriamente, pela implementação de CCIHs (Comissões de Controle de Infecção Hospitalar) ativas e pela garantia de suporte hemodinâmico precoce em toda a rede.
🌍 Notícia do Mundo
Terapia Antiga Choca Médicos com Eficácia

Um estudo recente revelou a eficácia surpreendente de uma abordagem terapêutica não-farmacológica para uma condição crônica, desafiando as expectativas dos pesquisadores. A intervenção, considerada por muitos como marginal, demonstrou resultados significativos onde tratamentos convencionais frequentemente falham.
Os achados indicam que esta terapia, baseada em princípios de reabilitação e modificação de estilo de vida, pode ser uma alternativa viável ou um complemento importante para a farmacoterapia atual. A surpresa expressa pelos cientistas ("We were actually very surprised it worked.") reflete a quebra de paradigmas sobre o potencial de métodos historicamente subestimados.
Este avanço sugere a necessidade de uma reavaliação das diretrizes clínicas e de uma mente aberta para explorar o potencial de tratamentos menos convencionais. Para a prática médica no Brasil, isso significa a possibilidade de incorporar terapias de baixo custo e alta eficácia, especialmente em contextos onde o acesso a fármacos caros é limitado.
O episódio reforça que a medicina baseada em evidências deve sempre estar atenta a novas descobertas, mesmo quando elas vêm de fontes inesperadas, e pronta para integrar abordagens que melhoram a qualidade de vida do paciente.

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