edição #335

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Bom dia. A consulta não começa mais quando você chama o nome do paciente. Ela começa quando ele digita seu nome na busca. Esqueça a teoria por alguns minutos. A edição de hoje é para ler e aplicar antes do próximo paciente entrar. Bom plantão (ou bons estudos).

🤳 Marketing na medicina

Branding Pessoal: Você precisa de uma "Identidade Visual" ou é só ego?

por Dr. João Carvalho & amo medicina

Existe uma confusão comum entre nós de achar que "branding" é ter um logotipo bonito dourado com um estetoscópio formando a letra inicial do nome. Isso é design, não branding. Branding é a gestão da percepção que o mercado tem de você. Dito isso, a parte visual (Identidade Visual) tem um papel crucial no "Efeito Halo": se sua apresentação visual é desleixada, o paciente inconscientemente assume que sua técnica médica também pode ser. Um receituário mal formatado, um cartão de visitas com fonte Comic Sans ou um Instagram com artes poluídas gritam "amadorismo" antes mesmo de você abrir a boca.

A dúvida é o timing do investimento. Para o recém-formado, gastar R$ 5.000 em um projeto de identidade visual completa costuma ser um erro de alocação de recursos. Nessa fase, a consistência vale mais que a exclusividade. Usar uma paleta de cores sóbria (azul marinho, cinza, branco) e fontes legíveis de forma repetitiva já cria uma identidade. O paciente precisa reconhecer que aquele post ou documento é seu. O luxo não é necessário agora; a organização e a limpeza visual, sim.

Porém, o jogo muda quando você monta sua clínica ou cobra um ticket alto na consulta particular. Se você cobra R$ 800 na consulta, a experiência visual tem que valer R$ 800. Do logo bordado no jaleco ao papel de alta gramatura do atestado, tudo comunica valor. Nesse estágio, contratar um designer profissional não é gasto, é ancoragem de preço. O design "premium" justifica o valor dos seus honorários na mente do paciente, criando uma barreira de entrada para a concorrência e consolidando sua autoridade como uma marca estabelecida, e não apenas mais um profissional autônomo.

📌 Conduta para agora:

  • Para o Recém-Formado:

    • Não contrate designer (ainda): Use o Canva. Escolha duas cores (ex: Azul Profundo e Bege) e duas fontes (uma para título, uma para texto). Use APENAS isso em tudo. A repetição cria a marca.

    • Logo Mínimo: Não tente inventar símbolos complexos. Escreva seu nome em uma fonte bonita e limpa. "Dr. João Silva" bem escrito vale mais que um desenho genérico de coração.

  • Para o Médico Experiente:

    • Auditoria da Papelaria: Pegue seu cartão, seu receituário e abra seu site. Eles conversam entre si? Ou cada um tem uma cor e estilo? Se estiver uma salada mista, contrate um profissional para unificar (Rebranding).

    • O Teste do "Premium": Olhe para a identidade visual das marcas que seu paciente particular consome (marcas de carro, relógio, roupas). Sua clínica parece visualmente com elas ou parece uma repartição pública dos anos 90? Atualize-se.

🤳 Marketing na medicina

"Google, quem sou eu?": A anamnese que o paciente faz antes de entrar no consultório

Antigamente, a consulta começava quando o paciente cruzava a porta do consultório. Hoje, ela começa dias antes, na barra de pesquisa do Google. O paciente realiza uma verdadeira "triagem" da nossa vida digital antes mesmo de ligar para agendar. Convido você a fazer o "Teste do Ego" agora: abra uma aba anônima e digite seu nome completo + "médico". O que aparece? Um perfil profissional organizado ou aquela foto antiga da atlética segurando um copo de cerveja? Em 2026, nossa reputação online é o novo exame físico: é ali que o paciente busca os primeiros sinais de confiança, competência e autoridade.

Muitos colegas têm aversão à exposição digital, confundindo presença online com "fazer dancinha" ou virar influenciador. Isso é um erro diagnóstico grave. Gestão de reputação não é sobre vaidade, é sobre controle de narrativa. Se você não preenche os espaços com informações oficiais (seu local de atendimento, sua formação, suas áreas de interesse), o algoritmo preenche por você. O risco é que o primeiro resultado seja um site de processos judiciais (mesmo que seja uma causa trabalhista irrelevante) ou um perfil automático com endereço errado. Criar perfis em plataformas de autoridade funciona como uma "profilaxia": ocupamos o topo da busca com o que queremos mostrar, empurrando o ruído para a segunda página.

O viés de confirmação é implacável: se o paciente encontra uma presença digital desleixada ou inexistente, ele inconscientemente questiona a nossa capacidade técnica. "Se o site é bagunçado, será que a cirurgia também é?". Por outro lado, encontrar um Google Meu Negócio bem avaliado e um LinkedIn atualizado reduz a fricção e aumenta a adesão ao tratamento antes mesmo do primeiro "bom dia". O Google virou a recepção da nossa prática privada, e negligenciar essa vitrine é deixar a porta do consultório fechada para quem busca ajuda qualificada.

📌 Conduta para agora:

  • Para o Recém-Formado (Pré-Residência):

    • Assepsia Digital: Faça uma busca ativa nas suas redes sociais antigas (Facebook, Twitter de 2015). Tranque ou apague fotos de festas, opiniões políticas polêmicas ou desabafos imaturos. Seus futuros chefes e pacientes vão pesquisar seu nome.

    • Marque Território: Crie o básico bem feito. Um LinkedIn profissional com título "Médico | CRM/UF X" e um perfil gratuito no Doctoralia. Isso garante que, ao pesquisarem seu nome, encontrem um profissional, não um estudante.

  • Para o Médico Experiente:

    • Reivindique o Google Meu Negócio: Digite o nome do seu consultório no Maps. Se aparecer a frase "É proprietário desta empresa?", clique e assuma o controle. É o ativo mais valioso para captação local.

    • Gestão de Crise: Responda às últimas 5 avaliações. Se houver crítica ruim, responda com ética, sem expor dados clínicos, e convide para o privado. O silêncio diante de uma crítica soa como negligência para quem lê de fora.

🇧🇷 Notícia do Brasil

Saúde na Fronteira: Brasil Reforça Monitoramento Médico

Reprodução: Revista Forum

O Ministério da Saúde do Brasil mobilizou equipes médicas para a fronteira com a Venezuela, visando o monitoramento do cenário sanitário na região.

A ação ocorre em resposta à crescente crise humanitária e migratória que afeta a Venezuela, com reflexos diretos na saúde pública brasileira. O objetivo principal é prevenir a disseminação de doenças e garantir a assistência básica à população, especialmente aos migrantes e refugiados que chegam ao país.

Essa iniciativa ressalta a importância da vigilância epidemiológica e da atuação coordenada em regiões de fronteira. A presença dos médicos busca identificar precocemente potenciais surtos, controlar vetores e implementar medidas preventivas, protegendo tanto os habitantes locais quanto os recém-chegados. É um trabalho essencial para a saúde coletiva em um contexto de alta vulnerabilidade.

A expertise desses profissionais é fundamental para gerir os desafios impostos pela dinâmica fronteiriça, que incluem desde a imunização até o tratamento de doenças infecciosas. O episódio sublinha a necessidade de um sistema de saúde robusto e de médicos versáteis, capazes de atuar em diferentes contextos e com múltiplas demandas.

🌍 Notícia do Mundo

Risco de Câncer de Próstata: Proteínas Sanguíneas Revelam Pistas

Reprodução: medicalxpress

Fato Principal: Um extenso estudo revelou a identificação de dezenas de proteínas sanguíneas associadas ao risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Essa pesquisa de larga escala aponta que algumas dessas proteínas são comuns em diversas populações, enquanto outras são exclusivas de grupos específicos. A descoberta é um avanço significativo para a compreensão dos mecanismos da doença.

A identificação desses novos biomarcadores abre caminhos para o desenvolvimento de métodos de rastreamento e diagnóstico mais precisos e menos invasivos no futuro. Potencialmente, isso pode levar a detecções mais precoces e tratamentos mais eficazes.

O conhecimento sobre esses avanços é fundamental para o profissional da saúde, permitindo uma visão prospectiva sobre a evolução das estratégias de prevenção e manejo do câncer de próstata, uma das principais neoplasias que afetam a população masculina.

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